As duas infinitudes do universo: si e a dor
Fraca demais para a luta
Não obstante em guarda constante,
Pois já não fecha mais os olhos e se apega as dores
Porque essas não se vão.
E a cada segundo a ferida mostra-se aberta e fresca,
Nos nasceres e pores da estrela mor lembra-se de sentir-se viva
Tola, inutilmente
Visto que recorda-se única e exclusivamente do motivo de sua morte.
A busca incansável por perdão cansa-a e a extingue
E agarra-se a sua última veia na qual ainda lhe corre esperança
Tola, novamente
Esta também por pouco mantêm sua funcionalidade;
já não lhe enviam mais o que transportar.
Igualmente a sua hospedeira, vazia.
E não exites, toque-a
Para que em fim se desfaça como as rosas no auge do outono.
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