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Mostrando postagens de março, 2018

Toque-o e machucá-lo-á

A noite chegava, com sua graça e seu mistério. A ideia de amá-lo veio de encontro a mim, em um momento pareceu-me plena e tangível a ideia de um amor sereno. Arisquei-me. Machuquei-me. Meu coração implora-me nesse momento para que eu pare imediatamente antes de arrancá-lo seu último suspiro, mal sabendo que afogo-me na dor, e antes que ele morra de desgosto morrerei eu de desesperança. Tão sufocada pela angustia, para livrar-me dela é necessário apenas que abra a porta que se encontra bem á minha frente, lá eu sei o que há. A verdade. Sinto que ao abri-lá me aliviarei das dores, da ilusão..mas não. Apenas encaro-a. A motivação para que meu coração bata se dissipará, lá o amor não existe. [i'm trying to start a fire with this flame..tell me, life; will let it die or let it grow?]

As duas infinitudes do universo: si e a dor

Fraca demais para a luta Não obstante em guarda constante,  Pois já não fecha mais os olhos e se apega as dores  Porque essas não se vão. E a cada segundo a ferida mostra-se aberta e fresca,  Nos nasceres e pores da estrela mor lembra-se de sentir-se viva Tola, inutilmente  Visto que recorda-se única e exclusivamente do motivo de sua morte.  A busca incansável por perdão cansa-a e a extingue E agarra-se a sua última veia na qual ainda lhe corre esperança  Tola, novamente Esta também por pouco mantêm sua funcionalidade;  já não lhe enviam mais o que transportar. Igualmente a sua hospedeira, vazia. E não exites, toque-a  Para que em fim se desfaça como as rosas no auge do outono.