A luz nem sempre está no fim do túnel
Eu girava incansavelmente 360 graus, como uma bailarina no seu passo de maior esplendor; mas eu não estava a dançar, minha missão era achar luz, não um clarão que me cegaria os olhos, não; nunca fui de tamanha ambição, eu só queria um pequeno raio de luz que me mostrasse para onde seguir. Eu sabia no que estava, mas não onde.
E eu segui aquela trilha silenciosa, por meses, sentindo sede de amor, de luz. E eu deixava a escuridão me guiar, pois no final de contas, lá era confortável; era como se uma parte de mim quisesse permanecer cega. Pois, admita a si próprio, por mais que grites e aclames a luz; tamparias os olhos ao seu aparecer súbito. E quando ela parou de me sussurrar, caí em um calabouço.
A luz estava lá. A dor da queda me fez abrir os olhos, e lá estava; o singelo raio de luz que por tanto procurei.
Não leitor, não se engane. A luz me aparecera, mas não me indicará uma maneira de sair do calabouço. No fim de tudo, ainda estou presa..ao menos agora vejo! E enxergarei sozinha a saída e voltarei a sentir o mundo com minhas próprias palmas e ouvirei as almas festeiras com meu coração, sentirei as histórias como um grande abraço e o mundo todo então girará 360 graus numa só alegria, pois, voltei a viver.
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